Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás aponta que quase 10% dos casos de síndrome respiratória aguda grave envolvem a presença de mais de um vírus respiratório. Ao todo, foram registrados 144 casos de codetecção, situação em que o paciente testa positivo para múltiplos vírus. Segundo a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Secretaria Estadual de Saúde, Cristina Laval, isso não significa, necessariamente, uma coinfecção ativa. Ela explica que o achado é comum, principalmente entre crianças, e tende a aumentar em períodos de maior circulação de vírus respiratórios. De acordo com Cristina Laval, a gravidade dos casos depende de fatores como o tipo de vírus identificado, o quadro clínico do paciente, a sazonalidade e a faixa etária. Entre os vírus mais frequentes estão o vírus sincicial respiratório e o rinovírus, que costumam circular com mais intensidade em determinadas épocas do ano.